Esse é um post meu em homenagem á um dos melhores escritores sobre viagem desse país. Eu já falei do Ricardo Freire algumas vezes aqui no blog, já o citei no Blog Day em agosto, já linkei pra alguns dos posts dele. Enfim, já embarquei “na carona do amigo”.
Dessa vez, o Freire está de casa nova. Seu magnífico blog, um dos mais visitados do wordpress, se mudou pra plataforma do Viaje Aqui, portal de turismo da Editra Abril. Agora a paixão do Freire ganha ares profissionais, o que pros leitores dele será uma mera questão de endereço na internet: todo a interatividade, a atenção, o toque-de-midas do blog do Freire apenas saiu do wordpress. Só. Até a boiazinha foi junto!

Então, pra homenagear essa mudança embarcando na carona do amigo Riq Freire, eu encontrei aqui nas minhas coisas o texto dele mais marcante, o inesquecível “Valsa de uma Cidade”, onde ele declara o seu amor pela cidade da Guanabara.
“Valsa de uma Cidade
Se algum dia me perguntarem por que eu viajo, eu vou responder: para ver se encontro algum lugar mais encantador que o Rio de Janeiro. Até hoje, não encontrei. Outras cidades podem ser muito superiores em um ou outro aspecto, mas levam nota baixa em tantos quesitos — tipo ala das baianas, empolgação e alegorias de cabeça — que na média acaba dando o Rio, longe. Se você fizer questão de padrões internacionais de julgamento, tudo bem, lá vai: o Rio é Oscar de cenário, direção de arte, casting, (falta de) figurino, roteiro e trilha sonora original. Em que outro canto do planeta você encontra praia, vida cultural de primeira, gastronomia, compras e um povo exótico (nós mesmos!), tudo num lugar só, e em qualquer época do ano?
Para começar — eu adoro dizer isso, porque consigo injuriar paulistas e cariocas numa mesma frase — o Rio é a melhor coisa de São Paulo.
A própria ponte aérea já é uma grande idéia — uma invenção made in Brazil, imagine só, fruto da aliança entre o capital e a vontade de fugir do trabalho. O vôo inteiro é lindo. Com tempo bom, são pelo menos 30 minutos ininterruptos de litoral sendo traçado ao vivo embaixo do seu nariz: a Ilhabela, a baía de Ilha Grande, a restinga da Marambaia. A aterrissagem é mais linda ainda. O avião mergulha perigosamente em direção a um centrinho manhattóide — mas quando você desce a escada, o bafo, o cheiro da maresia e a visão do Pão de Açúcar no canto esquerdo da tela dissipam quaisquer dúvidas e dão as boas-vindas à Guanabara. Que Hong Kong que nada: não existe pouso como no Santos Dumont.” Por Ricardo Freire, em alguma época há um tempo atrás…
Sucesso ao Riq no novo portal!
Tá rolando