Justiça libera Live Earth em Copacabana – ATUALIZADO

5 07 2007
Os shows ocorrerão normalmente! Veja mais abaixo…

Podemos com uma coisa dessas? Não sei o que há, quem pensa e quem não pensa dentre os envolvidos… mas, querer dar uma rasteira na cidade, dessa forma, que o meu leigo conhecimento não interpreta de outra maneira, é algo de irracional. Não sei a que ponto eles chegaram pro Ministério Público obter uma liminar desse tipo, mas, a 4 dias do evento, querer suspender um evento de porte internacional, deve ter algo muito “grande” por trás disso.

Pelo menos, dessa vez, não é nenhuma assossiação de moradores contra o barulho. Até porque, se fosse, seria banalizar demais o respeito e o profissionalismo de qualquer envolvido querer cancelar ou suspender qualquer evento, já anunciado há tanto tempo, 4 dias antes. Dessa vez, a questão é outra, muito pior: segurança.

“O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro conseguiu uma liminar suspendendo a realização do Live Earth, que estava programado para acontecer no sábado, dia 7 de julho, na praia de Copacabana. A promotora de justiça Denise Tarin declarou que o motivo alegado para a suspensão do evento foi a falta de segurança na cidade. De acordo com a Polícia Militar, desde o dia 3 todos os seus oficiais estão direcionados para trabalhar na segurança dos Jogos Pan-Americanos, que terá início no dia 13.”

Agora, motivo de piada é que um show gospel seria realizado em Copacabana na mesma data. Não sei até onde se chegou a falta de cruzamento de informações das autoridades cariocas, mas, dois shows, um pra 1 milhão de pessoas e outro pra algumas outras milhares, na mesma praia, é demais, não? Nesse caso todo, eles decidiriam suspender justamente o que traz mais benefícios á cidade, que traz nome e mídia espontânea.

“A prefeitura do Rio deve recorrer nesta quinta-feira da decisão da 4ª Vara de Fazenda Pública, que suspendeu na terça-feira a realização do show Live Earth, programado para acontecer no próximo sábado, na Praia de Copacabana.

Depois de uma reunião com o comando da PM e os organizadores do show, na tarde desta quarta-feira, a prefeitura espera obter o “nada a opor” necessário para a realização do show. A PM informou que – com a transferência de um show gospel inicialmente previsto para a praia de Copacabana na mesma data para o Sambódromo – terá condições de policiar o evento internacional.”

A única coisa otimista que eu posso dizer é que essa pode, na verdade, ter sido a única maneira que o Ministério Público encontrou de efetivamente garantir segurança no evento, suspendendo ele, fazendo, portanto, que as autoridades responsáveis, seja a Polícia Militar, seja a própria Prefeitura, se encarreguem, sob pressão, da prestação de tal serviço. No final das contas, quando tudo estiver garantido – agora que a PM já autorizou mesmo – o show acontecerá. Espero que eu esteja certo…

Fontes: Omelete e O Globo.

Atualizado às 18:25:

Justiça libera o Live Earth

A juíza Maria Paula Gouvêa Galhardo, da 4ª Vara da Fazenda Pública do Rio, revogou a liminar que suspendia o evento Live Earth, programado para acontecer no próximo sábado, dia 7 de julho, na Praia de Copacabana. Pois é, a juíza revogou a liminar que havia assinado dois dias antes, o que nos deixa mais tranquilos. Porém, infelizmente tenho que dizer que ficar tranquilo, e somente, não é nenhuma certeza de que o show ocorra. A despeito da minha suposição inicial, de que o MP só estaria promovendo todo esse barulho em pról da segurança do evento, parece que o Ministério Público não anda se ocupando de coisas mais importantes não. Eles já anunciaram que vão recorrer da revogação. É mole!?

“A promotora de Defesa do Meio Ambiente, Denise Tarin, solicita, ainda esta tarde, à mesma juíza, o restabelecimento dos efeitos da liminar, em razão da não demonstração de justificativa técnica apresentada pela Polícia Militar.

De acordo com a promotora, o Estado-Maior da corporação, quando enviou ofício ao MP, em 2 de julho, informou que nenhum dos dois eventos – o Live Earth e o show gospel – poderia ocorrer. Quando esta afirmação foi feita já era do conhecimento da PM a transferência do evento gospel para o Sambódromo, que ocorreu no dia 29 de junho. A promotora afirma que a PM, com dois dias de diferença, adotou posicionamentos diferenciados para o caso.

Caso a juíza da 4ª Vara de Fazenda Pública não restabelecer os efeitos da liminar, o Ministério Público entrará com recurso no Tribunal de Justiça.”

O jornal O Globo publicou uma matéria que relata um pouco melhor essa novela, veja aqui.

Pena que eu não posso ser mais expressivo por aqui… Que raiva! Não gostei do line up, foi uma escolha um tanto infeliz da organização do evento. Agora, torço e dou apoio á ele. É uma boa causa, e mesmo que o intuito fosse só ganhar dinheiro: no final das contas, a cidade ganharia junto. A estimativa é de que o evento tenha um público de 2 bilhões de pessoas assistindo via diversos meios de comunicação. Só esse número basta pois não contaríamos com o público que for assistir ao vivo, afinal, eles não sairão do show correndo pra tv mais próxima só pra ver os show do Rio ou de qualquer outra cidade. Ou seja, um público desse só se alcança com transmissões olímpicas em festas de abertura e encerramento. Nem a festa de abertura do PAN tem chances de gerar tanta audiência.

Seria uma vergonha mundial para o Rio de Janeiro o cancelamento do show, algo que sujaria a imagem da cidade. Difícilmente ocorrerão outras grandes apresentações se, menos de 7 dias antes do evento, entrar qualquer promotor e querer embargar os eventos. Isso afugenta patrocinador, organizador e até cantor, que não quer passar vergonha.

Infelizmente, isso já pode estar trazendo algo de ruim para a imagem do Rio. Mesmo que o show ocorra…

Atualização 23/07/2009: existe um post de resposta a esse, publicado aqui.


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7 responses

5 07 2007
Jonny

ê laia!!!
Brasil… Quanta organização!!!

6 07 2007
boreiajr

Que susto…havia lido hoje de manhã que tinha sido liberado, e agora vi um ‘ATUALIZADO’ dizendo que tinha sido suspenso…rsrs. Confusão total.

Mas, pelo menos no RJ, acredito que teremos menos riscos de atentados e coisas do tipo como nos outros lugares que sediarão esse evento.

http://tradutorium.wordpress.com

6 07 2007
Thyago Miranda

Fala Boreiajr!

Você tinha razão, causava certa confusão o título do post. O “ATUALIZADO” soava como uma confirmação. Bem, acho que não iria fazer mal nenhum eu trocar uma palavra do título, já que eu não vou escrever nenhum post dedicado á liberação, já que eu inclui aqui. Então, modifiquei algumas coisas.

Agora ninguém se confundirá mais!😉 Ah! E dei uma passada lá no seu blog que também tem visual Freshy!🙂

9 07 2007
Cristina Reis

Pela parte que me toca como Presidente de uma Associação de Moradores gostaria de dizer-lhe que tudo é muito lindo e bonito quando um evento desta magnitude não é em seu bairro. O bairro de Copacabana se torna um campo de nojeira, o ar empregnado de fezes, urina, cheiro de maconha e Crack, e grupos de arruaceiros bebâdos e drogados com intuito de infernizar os moradores na madrugada adentro, destruindo e depredando patrimônios públicos e particulares.
É muito legal quanto vocês dizem: -” Quê vergonha!!! O Mundo todo vai saber da suspensão do show”. Só que a vergonha maior são os crimes praticados pelo Congresso, pessoas vitimadas por balas perdidas, crianças sem família, sem assistência do poder público que são obrigadas a cheirarem cola para não sentirem fome, hospitais sucateadose assim por diante..
É muito cômodo falar mal da Promotoria que embargou o Show. Quem embarga não é a Promotoria é o Juiz. Lembra-se das histórias das liminares dos caça-níqueis? Qualquer cidadão consciente de seus direitos e deveres ou uma entidade associativa entra pedindo medidas preventivas ou a cobrança de que alguém tem que se responsabiliar, caso aja alguma coisa. A polícia, o Corpo de Bombeiro, os órgãos públicos, a Prefeitura, os patrocinadores e os organizadores do evento. Isto se chama o ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO.
Pois é, a conscientização seja do que esteje participando como cidadão começa dentro de sua cabeça e o respeito pelo próximo. O ato de se indignar, é não ser mais um boi no pasto. Um objeto na mão do PODER POLÍTICO e ECONÔMICO. Mais ser um agente de mudança e de transformação para um MUNDO MELHOR. Aí sim. O Mundo, o Brasil, o Rio de Janeiro e Copacabana não terá vergonha.

9 07 2007
Thyago Miranda

Sim Cristina Reis,

viver numa cidade que respira turismo e tem vocação pra grandes festas, tem seu lado bom e o seu lado ruim. Existe o problema do barulho, porém, os shows que têm acontecido em Copacabana e outros locais abertos da cidade respeitam a lei do silêncio após as 22:00. Alguns, como foi o Live Earth, ultrapassam minutos desse limite. Agora, além do problema do som, existe sim o problema dos ruaceiros. Mas você há de concordar, se você conhece os shows em copacabana, que eles são poucos. Principalmente em comparação ao número de espectadores que gira sempre na casa dos centenas de milhares por lá. Eles sujam sim, eles jogam lixo, lata, papel, saco plástico no chão, mas aqui a nossa cidade sabe dar festa. Aqui nós estamos acostumados á ter o maior reveillon do mundo, sempre com mais de 1,5 milhão de pessoas, ás vezes 2 milhões, como foi em alguns anos. Aqui, com toda essa gente, a organização pós show dá conta de tudo. Nós, Cristina Reis, não vivemos na Suíça, na Noruega, nem na Finlândia, onde o povo mantém limpa a cidade. Nós vivemos no Brasil, onde o mal hábito infelizmente impera. Mas, nós damos festa. Nós sabemos nos unir e celebrar alguns momentos em que em lugar algum no mundo você encontra tanta gente reunida sem que haja pânico geral. Vou citar um exemplo de um argentino que mora no Rio, e que foi com quem eu e um amigo meu conversamos logo depois do show. Ele deu o exemplo do próprio país dele. Lá, seus patriotas não se convivem em perfeita comunhão quando se aglomeram. Eles quebram tudo, bebem e destroem a cidade. Juntam-se grupos rivais, de etnias, credo, raça, e tantas outras diversificações culturais e entram em conflito. Em Nova York é a mesma coisa. Em Frankfurt é a mesma coisa. Ele ainda disse que aqui todo mundo seja bêbado, seja sob efeito de maconha está lá assistindo ao show. Se você quiser comprovar com o próprio argentino que me falou isso, é fácil: ele está de segunda á sábado na feirinha de copacabana, até as 23:30 na barraquinha onde ele grava o seu nome no arroz. Certa vez, na JB FM, o José Wilker, comentando a recepção negativa que o filme “O Ano que Meus Pais Sairam de Férias” teve em Londres, o Wilker falou: “O que esse povo sabe sobre festa, sobre ser latino? Esse povo que só se reune pra chorar a morte de uma princesa, de uma rainha.” Tá aí a nossa grande diferença: Nós sabemos dar festa. Não sabemos ser tão limpos quanto os suíços, os franceses, os australianos. Mas, sabemos nos divertir, e, inclusive, sabemos limpar em tempo recorde. Vá em Copacabana pegar sol em 1º de Janeiro e me diga se nas areias existe algum rastro das 2 milhões de pessoas que passaram por alí na noite anterior. Agora, em contrapartida, experimente ir em show gratuito de Los Angeles com meros 50 a 100 mil pessoas no dia seguinte, pra ver se a cidade se recuperou….

Você tem razão, sim, em querer lançar luz sobre questões políticas, sobre corrupção, sobre as mazelas do país. Mas isso é, digamos, problema nosso, não do mundo. Embora as coisas estejam tomando um rumo sem precedentes, fora do controle, isso é “roupa suja da nossa casa”. O Live Earth não. Um patrimônio internacional, como é um show de repercussão mundial como esse, não é coisa simples de se desfazer. O Live Earth foi pro Rio uma consagração de uma vocação da cidade: festejar. O Al Gore disse isso. Disse, inclusive, que esse era um dos motivos de se trazer o evento para o Brasil, no Rio, e mais precisamente, em Copacabana. Porque aqui, gratuitamente, a gente sabe se reunir aos milhões, festejar, virar notícia. A BBC, em 19 de fevereiro do ano passado noticiava: “Show histórico acontece nas areias de Copacabana: 1 milhão e meio de pessoas se reúnem pacíficamente para assistir aos Rolling Stones”. Era sob esse prisma que eu falava no post do evento. Era sobre não perder essa imagem tão positiva construída pela Cidade do Rio de Janeiro. Nossa cidade vive, como nenhuma outra dessa nação, de receptividade internacional. Vivemos do Turismo. Ainda não tão bem quanto poderíamos, chegando ao nível de Sydney, Paris ou Londres (em número de visitantes), mas, essa é uma das nossas economias. E isso é uma das coisas boas que já temos e devemos preservar e melhorar. Pobreza, bandido e política são o outro lado da moeda. O lado que é nosso, em particular. Na verdade, é esse lado que precisa ser melhorado, pra que a outra face da moeda, a face que o mundo vê, se torne mais “lustrosa”. São os nossos problemas sociais que atrasam, sim, o desenvolvimento do turismo no país inteiro. Mas, isso é outro caso.

Quando você disse que “Quem embarga não é a Promotoria é o Juiz”, sim, você tem razão. Agora, diga-me uma coisa, Cristina Reis: quem buscava cancelar a realização do show? O juíz ou o promotor? Vamos nos situar: o Juiz foi apenas a voz de poder que aceitou ou negou, que deu poder ou não ao pedido do promotor público, que, esse sim, por sua vez, é que buscava as formas de como impedir o show, com base nos seus argumentos. Portanto, nesse caso, não me importa que a assinatura final tenha sido dada pelo Juiz. Quem buscou o cancelamento do show foi, nesse caso, a promotora da Defesa do Meio Ambiente. Simples.

Não sei onde você mora, Cristina, mas, caso não more no Rio, fica o convite: no próximo show, se for do seu interesse, venha fazer uma visita á Copacabana. Acho que você vai ver como as coisas funcionam aqui, e não funcionam no seu bairro, nem no meu. Lá, que era o assunto do post, é onde invariavelmente, têm-se vocação pra dar festas. Se quiser participar, sinta-se a vontade de vir. É democrático, é gratuito, é pra todos!

22 07 2009
Cristina Reis

Olá Thyago Miranda,

Primeiramente quero me reportar aos últimos parágrafos, quando você me pergunta de que localidade eu moro. Sou moradora do bairro de Copacabana, desde que nasci, há 58 anos no Hospital São Lucas. E também estou como Presidente de uma Associação de Moradores, a AMA dos Postos 2, 3, 4 e 5 de Copacabana desde 2001, sem falar em outra entidade, hoje extinta, daqui do bairro que fiz parte ao longo dos dez anos.
Gostaria de esclarecer o que acontece por debaixo do pano em relação aos megaeventos musicais nas orlas de nossas praias. Todo o litoral ´que vai da Brisa Mar até a Ilha do Governador, é tombado como Área de Preservação Ambiental. Alguns pontos (ou praia) é considerado como Permanentes como a Praia de Copacabana. O que quer dizer isso protegida contra a degradação e depredação ambiental.
Voltemos aos megaeventos musicais. Não é só 2 ou 3 milhões que são gastos por conta desses eventos. Só um cantor estrangeiro ganha em média esse valor. Ou então, como as Empresas OMO e a CASA BAHIA que fizeram particulamente e gastaram em torno disso. Os megaeventos musicais chegam ao patamar de mais de 10 milhões ou mais. O do Rolling Stone chegou ao limite de 15 milhões de reais. Que incluem, o pagamento da área VIP, os organizadores, montagem do palco, gradeamento, agência de publicidade, dos convites, dos prestadores de serviços, da segurança privada, funcionários, tendas médicas, enfermeiros, médicos, empresas privadas de saúde, os banheiros químicos, quiosques novos e etc. Só estou te falando do evento com as empresas privadas.
Agora vamos ao poder público, a Secretaria do Patrimônio da União, Prefeitura (Comlurb, Guarda Municipal, CET-Rio, Controle Urbano, Riotur, Secretaria Especial de Eventos, Defesa Civil, funcionários e etc. e tal) Governo do Estado ( duas delegacias legais, polícia militar. Corpo de Bombeiros, etc. e tal) e assim por diante.
Todos sem excessão ganhavam dinheiro, menos os paus mandado como os policiais e os lixeiros que são obrigados a ficarem sem que a Prefeitura desse um lanche sequer. Os órgãos de segurança embargar um Show por não ter segurança suficiente para a população? É pura balela.
Se hoje as pessoas assistem ao Show com um mínimo de segurança, foi a que vos fala, a AMA dos Postos 2, 3, 4 e 5 de Copacabana que entrou por diversas vezes com várias medidas ao Ministério Público do Meio Ambiente e Cidadania para que houvesse um Termo de Ajustamento. Para cada evento havia 21 regras do Termo de Ajustamento que indiciavam todos os atores responsáveis estivessem lá para que não houvesse um desastre maior.
Entrei com a Ação a partir do primeiro show do Lenny Kravitz, em que antes não havia policiamento e estrutura suficiente para que você pudesse assistir ao Show sem problema.
Não pense Thiago, que as coisas rolavam a contento. Enquanto durava a música, tudo ia bem. O pior era no final do Show. O bairro de Copacabana virava a Terra de Malboro. Gang correndo atrás de polícia jogando pedra. adolescentes em coma alcóolico, curras e estupros. Um número sem fim de assaltos a mão armada, facadas, agressões e furtos de celulares câmares digitais e filmadoras. Na delegacia filas e filas de pessoas para fazer Boletim de Ocorrência que ultrapassou para mais 400 delitos em uma única delegacia da região, em que um dos shows, o do Rolling Stone, durou quatro dias em que os investigadores tiveram que fazer plantão para atender as demandas mais recentes. Sem falar que a Delegacia do Leblon fazia o atendimento em que as duas delegacias não conseguiam suprir a demanda. Isso falado pelo próprio delegado em uma audiência pública com o MP. E tem outra, nestas audiências públicas os comandantes dos batalhões da zona sul e a cúpula do Corpo de Bombeiro foram categóricos em dizer que eram contra e se houvesse um tiro de boiada não haveria segurarça suficiente para segurar um número de massa humana fugindo de algum infortúnio. Haveriam mortes e feridos de grande proporção..
Sem falar, na incivilidade como o cheiro de fezes e urina no ar contaminando a areia, bancas de jornais, quiosques de chaveiros, bancos e prédios particulares e públicos depredados, pixações de toda a ordem, as pedras portuguesas retiradas para servirem de armas, vagão do Metrô os seus vidros despedaçados, venda de tóxicos, ambulantes em excesso, gritaria e brigas nas altas horas da madrugada, engarrafamento dos automotivos que soltavam os seus gases poluentes até às 7:00 horas da manhã, enfim…
Thyago, não sei se você sabe ou soube através da mídia o que acontecia no bairro no DAY AFTER. Era desolador. Dizer para mim, como moradora do bairro que no dia seguinte tudo estava em ordem? Você simplesmente não é do bairro.
Quanto ao AL Gore e o Live Earth, tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, juntamente com a sua assessoria. A Diretora do Meio Ambinete, Déborah, explicou-me a razão deles estarem alí. Eles não pediram a Prefeitura para fazer o evento na praia. O Prefeito Cesar Maia, é que se ofereceu. Mandou a sua irmã juntamente com o Presidente da Riotur ao exterior para fecharem o esquema com eles. Eles não gastariam nada porque a Prefeitura é que bancaria tudo. Se eles soubessem que uma pessoa não concordasse com evento na praia eles não viriam. Ainda mais, por ter sido gratuito. Enquanto, todos os países cobravam a entrada.
E tem outra coisa, que faço questão de te lembrar. Os shows não eram poucos. Chegava às vezes duas vezes por mês. A Ação Coletiva com os abaixos assinados, fotos, filmagens foram uns vintes Inquéritos Civil de uns cinco anos até 2008 quando saiu o Prefeito Cesar Maia.
Por que no ano de 2009 com a atual Prefeitura a razão de não ter tido mais os megaeventos? Porque se houver algum desses megaeventos musicais, a Coca Cola, TIM, CLARO, AUDIORAMA quem são os maiores patrocinadores e interessados terão que ressacir o bairro de Copacabana na ordem de 1 milhão de reais por danos ao patrimônio privado que serão revertidos em projetos sociais. E isso eles não querem.
Quanto a não assistir os shows? Assistia a todos no privilégio mundo VIP. Sem falar que tive a oportunidade de estar frente a frente com a maioria deles. Mas, quando saia da área VIP, tinha que conviver com uma outra realidade ou então correr imediatamente para casa e isso eu não fazia.
Não pense que os hotéis ficavam cheios de gringos. Os gringos quando veem ao Rio de Janeiro são as maiores vítimas da violência urbana. Isso sim, que é uma grande vergonha para nós todos.

23 07 2009
Retratação: a realidade por trás dos show em Copacabana « Digo

[…] em 2007, eu tratei da suspensão do Live Earth em Copacabana, eu entrei em terreno desconhecido, alegando algumas coisas e levantando uns questionamentos que […]

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