As surpresas de um Reveillón Carioca

2 01 2008

23:58:45 – segunda-feira, 31 de dezembro de 2007… Peraí, 2007? Mas, os fogos já não começaram?!

Sim, frustrantemente sim. E eu estava de costas, começando a me preparar pra contagem regressiva e olhando o relógio de um hotel da orla… Alguns gritinhos tímidos aqui, outros olhares um pouco animados ali, mas, durante os primeiros 5 minutos de queima de fogos o clima era um só: “começou mesmo 2008?” Parecia que a qualquer momento, tudo iria parar, e eles começariam de novo… e com direito a contagem regressiva. Sim, porque começar um ano sem ter alardeado ele nos últimos segundos do ano anterior, é como se ele, o ano novo, não tivesse chegado.

Mas, eles continuaram lá, explodindo, explodindo, e a multidão assistindo calada. Depois de alguns episódios acalorados das multidões no Rio de Janeiro esse ano, cheguei a achar que, por um triz, um coral de vozes entoaria um coro nada animador, assim que os fogos terminassem… Ainda bem que Lula não apareceu no telão né? Senão, cantariam em uníssono um vibrante e intenso “u”!

Mas, não aconteceu… os fogos, de início, não me alegraram. Pra falar a verdade, não agradou foi ninguém. Só que a minha alma carioca estava cansada dessas demonstrações de sentimento em massa, onde, civilizadamente, tenho que adimitir, o povo demonstra sua insatisfação em uma só vogal. Bastava, sabe? A festa tinha que ter algo que levantasse a galera. Alguma coisa precisava acontecer pra eu poder ouvir alegre os aplausos de, se não os 2 milhões, sua maior parte. E por uma coisa programada que saiu meio errada, eles vieram.

A produção programou como um segredo anunciado em todos os jornais, que haveria um bis, haveria uma pausa onde alguém naquele palco, que também não virou uma bola de cristal como planejado, perguntaria a todos se eles queriam mais… acho que esse sujeito nem precisou subir no palco. Mais uma vez as bombas estouraram ao seu bel-prazer… Mas, não teve jeito. Isso pegou a multidão de surpresa, que, embora estivessem já esperando uma calmaria nos fogos e um cara no microfone, ninguém estava mesmo esperando que eles explodiriam em tanta beleza, como se o ano tivesse, naquele momento, acabado de começar. Aí sim 2008 chegou! O bis, que tava mais pra uma explosão gigantesca no meio de outras que só estavam mais calminhas, chegou pra levantar o ânimo. E os abraços rolaram, o sorriso se desenhou e a platéia vibrou.

Havia na água uma disputa de atenção entre dois, dos “menores gigantes” no mar. Não teve “Costa Mágica”, nem “Splendour of The Seas”. Quem quis chamar atenção mesmo foi um sócio milionário de um bilionário excêntrico. De repente, uma disputa de “espadas de luzes” se dava no céu de copacabana. Um canhão potente de luz de um contra outro mais potente ainda do outro. E formavam raios intensos no céu, onde o espetáculo ainda brilhava.

E assim se deu o maior reveillón do mundo! Porque, mesmo com todas essas falhas, Copacabana ainda dá a maior e melhor festa de todas!

O Rio de Janeiro continua lindo…


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