Versão completa da trilha sonora de O Retorno do Rei chega em Novembro

6 10 2007

Eu sabia que eu encontraria alguma boa e grande notícia, ao menos pra mim, quando eu voltasse pra casa e fuçasse a internet devidamente á vontade. E não deu outra: a grande novidade que eu acabo de encontrar na internet é que o poderoso, cultuadíssimo, aclamadíssimo Howard Shore marcou a data para o lançamento desse que é o grande acontecimento no mercado fonográfico voltado para filmes.

Com o lançamento do dia 6 de novembro, Shore conclui uma empreitada premiadíssima e por muitos apreciada que ditou novos rumos na forma como o mercado de cinema lida com a música dos filmes. Jamais, em toda a história do cinema, a música composta para um filme recebeu um tratamento como esse. Foram lançadas as trilhas durante o período respectivo em que cada filme estava no cinema, uma sinfonia foi criada e a turnê mundial ainda está na estrada, há 4 anos e, além dos cds contendo uma seleção das músicas do filme, um novo produto foi lançado: o Complete Recordings, álbum que traz as gravações completas de cada filme, distribuidas em 3 discos e com um disco extra, com o mesmo conteúdo, porém, em alta definição, ou seja, 5.1 canais de áudio pra apreciar a mais bela trilha sonora já composta. E tudo isso numa embalagem que contém um mini livro contando tudo sobre a respectiva trilha.

A imagem “https://i1.wp.com/www.howardshore.com/images/news/rotk_box_set_091207-300.jpg” contém erros e não pode ser exibida.Sendo assim, como desde 2005, ano a ano, ele concluia um novo álbum, agora ele termina com chave de ouro e traz para os amantes do cinema, de suas trilhas e do seu rico material composto para a trilogia do anel, a última e grandiosa parte de todo esse trabalho: O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei. Se a trilha lançada no mercado, com 18 faixas já é impressionantemente emocionante, o que será, então, uma coleção de 4 discos com mais de 40 faixas dedicadas ao maior dos épicos já mostrados por Hollywood? Algo, no mínimo, de tirar o fôlego! Quem já viu a versão estendida do filme sabe que há muito material gravado e colocado nessa versão que merece ser ouvido. A sequência das “Casas de cura” tem uma música totalmente nova e que não está na versão original da trilha.

Que venha o 6 de Novembro!

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Kill Bill e a cultura latino-japonesa

12 05 2007

Todo mundo sabe alguma coisa ou, pelo menos, sabe do que se trata essa obra-prima do Tarantino. As fortes influências dos seriados japoneses da década de 70 e muito da cultura latino-americana estão presentes nesse filme, que há alguns anos já é cult entres os cinéfilos de todo o mundo. E é com eles que eu quero falar agora, mais precisamente, pra saber algumas coisas.

Vamos lá: vocês sabem que o valor do filme não está presente só no roteiro, na ótima direção, na beleza estética nem somente na atuação de Uma Thurman e companhia. Grande parte da força do filme se encontra na sua excelente trilha sonora. Não é uma trilha sonora, por exemplo, pra iniciantes. Ela não é uma trilha,  como a de filmes do perfil de homem-aranha e etc. Não por desmerecimento da franquia do aranha, mas, pelo perfil dele exigir outro tipo de trabalho musical. Ela se encontra num estágio mais profundo, naquele nível onde você já se encontra perfeitamente localizado no mundo dos amantes do cinema e sua música. Afinal de contas, não é qualquer ouvido que aceita certas músicas de influência oriental, latina ou anos 70, como a da Nancy Sinatra, na abertura do primeiro filme. Por isso se tornou cult.

Mas, indo ao ponto onde eu queria chegar, e espero que o google me dê uma boa ajudinha nisso, queria saber dentre os fãs de Kill Bill e sua música, quem é que conhece mais sobre a Kaji Meiko. Ela está em duas maravilhosas faixas nos cds do primeiro e segundo filmes. No primeiro, ela assina a “The Flower of Carnage”, que é de uma inspiração ímpar, com destaque para os instrumentos de sopro – que eu não identifiquei ainda qual é… Já no segundo, ela encerra o álbum com a “Urami Bushi”.

A minha pergunta é, pra quem conhece um pouco mais que eu o trabalho da Meiko, se esse é o ritimo dela, se essa na verdade é a assinatura de todo o trabalho, ou se essa música dela no álbum é apenas influência do material como um todo e da personalidade musical do filme? Ás vezes, como no caso da Annie Lennox na faixa “Into the West” em O Retorno do Rei, o material gravado fazia parte de uma trilha sonora originalmente gravada para o filme, coletando vozes e artistas para composições inéditas.

E então? Alguém conhece a Meiko? Tomara que eu tenha alguma resposta, né?! 🙂

Pra quem não conhece, e ficou curioso, aqui vai um vídeo que eu encontrei no youtube com a música “The Flower of Carnage”, de Kaji Meiko em Kill Bill Volume 1.





Rio celebra a Trilha Sonora

5 05 2007

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Pois é, caros amigos, o Rio vai ter um evento dedicado á trilhas, á essa arte que é a música do cinema. Em sua primeira edição, o evento Música em Cena ocorrerá entre os dias 5 e 13 de maio, com abertura e encerramento no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Música em Cena – 1º Encontro Internacional de Música de Cinema tem como objetivo promover a discussão e, por que não, a divulgação dessa arte e dessa paixão. Quem é apaixonado por cinema, sabe disso. Existem obras em que suas propostas cinematográficas são de cenas áridas, sem música. Mas, existem muitas outras em que o seu sentido auditivo é levado ao extremo, com riqueza de detalhes. Á todas as obras musicais do cinema, o Música em Cena promove essa homenagem durante 1 semana, na Cidade Maravilhosa.

Quer participar? Basta ir á algum dos shows e concertos nas seguintes datas:

5 e 13 de Maio – Theatro Municipal

10 e 11 de Maio – Canecão BR — Nesse dia 11 terá a participação de ninguém menos que o ganhador do Oscar de Trilha Sonora desse ano. Não sabe quem é? É o Gustavo Santaolalla, por Babel.

Os ingressos no Theatro variam entre R$ 25 e 300 e no Canecão entre R$ 20 e 120.

Se você gosta… não deveria perder!